Série Pressuposto – Parte 3: Atitudes são sempre escolhidas

Atitude para você é uma escolha? Do ponto de vista biológico, nós, os primatas, somos presas, não predadores.

Apesar de o homem ter evoluído e se tornado o maior predador de todos, sem a tecnologia envolvida, se formos deixados na natureza, seremos abatidos por nossos predadores.


Desde um simples pernilongo que pode infectar com o vírus da malária até mesmo um grande felino. O que nos trouxe até aqui como espécie é a nossa incrível capacidade de escolher a atitude adequada diante do cenário que se apresenta a nossa frente.


É sobre isso que vamos tratar no artigo de hoje, na parte três da série sobre pressupostos.


Atitude é uma escolha, você vai ver

Nosso cérebro ancestral veio com dois modos de ação pré-instalados: fuga ou combate.


Contudo, com o tempo e com a capacidade de associação que nossa espécie desenvolveu, fizemos alguns upgrades no programa e passamos a contar com mais modos de ação.


  • Fuga

  • Combate

  • Acolhimento

  • Conquista

Esses dois últimos, o acolhimento e a conquista, estão diretamente associados à nossa necessidade de pertencimento.


Com esses quatro elementos, são possíveis diversas variações de operação de nosso cérebro, escolhendo a melhor combinação para atender à demanda do ambiente.


Todas as atitudes que tomamos em um ambiente são previamente escolhidas por nosso sistema decisório, considerando uma diretriz primária: isso me traz benefício?

Pacote comportamental

Sabemos que já fizemos muitas besteiras na vida. E o fato de nosso cérebro seguir a primeira diretiva não significa que ele analisou todas as possibilidades.


Lembra que ele é programado para poupar energia? Pois então, ele fará escolha pela primeira e mais óbvia das atitudes, repetindo padrões comportamentais. Às vezes isso dá certo e às vezes dá errado.

Vamos falar de um pacote comportamental conhecido e muito usado entre os adolescentes quando na sua fase mais complicada de aceitação, um inferno de hormônios, relacionamentos, conquistas e ansiedade chamado ensino médio.


Pense aqui se você teve um amigo(a) assim ou foi deste jeito: jovem, recém-entrado na puberdade, desengonçado. O bullying era código de aceitação no ambiente escolar e motivo para brincadeiras e até violência.


Uma das regras não escritas mais comum é que, se a pessoas se importam com a brincadeira feita, ela gruda como um chiclete no cabelo em dia de verão. Assim, para que isso não acontecesse, a própria pessoa da zoação era a primeira a zoar consigo mesmo. E isso recebe o nome clínico de autodepreciação com foco em aceitação.


Por meio desse mecanismo, o jovem fazia piadas consigo. Todos riam. Ele ou ela era aceito(a) no grupo. Afinal, aquele que alegra o grupo é sempre bem-vindo. Com o tempo, a pessoa passa a ser membro importante do grupo, mesmo com essa atitude negativa.


Na mesma esteira, o uso do humor tem sido um caminho muito perigoso na promoção da aceitação em novos ambientes. Vivemos tempos politicamente corretos, e o humor, por definição, não é.


O que era aceitável e compreensível até o final do século XX, hoje é tido como ofensivo e inaceitável, até mesmo quando não sabemos o porquê da coisa dita.


Permita que seu cérebro escolhas os pacotes comportamentais no armazém e valide antes de aplicar. Nem sempre uma boa intenção se transforma em um bom resultado. Nosso subconsciente pode nos pregar peças das quais não conseguimos sair.


Viu só como uma atitude é uma questão de escolha? Aqui no Blog já falamos sobre outros três pressupostos. Pressuposto é como uma premissa, um fato que ocorre independente de nossa vontade e que, sem a sua existência, as demais coisas acabam sendo impactadas de maneira alheia a nossa vontade.


Leia também O interesse define o ambiente, o primeiro pressuposto da nossa série.


E continue acompanhando o blog para se aprofundar no tema da Inteligência Comportamental. Até a próxima.

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